quinta-feira, 1 de outubro de 2009

SOL POENTE

O Sol brilha. Posto no céu, deslumbrante. Apenas algumas nuvens o cobrem, mas não conseguem segurar os seus raios alaranjados, que dão vida ao céu azul.
Os últimos raios, sempre os mais bonitos. Só se consegue enxergá-los, senti-los, pensar neles. Como se nada mais importasse. Ou então, nem mesmo existisse.
Apenas o Sol.
Não se pensa. Se vê. Logo depois se consegue olhar e, então, enxergar. Poucos enxergam. Conseguir olhar o mato verde, meio desbotado pelo tempo, as montanhas cobertas com natureza, e no alto das montanhas os postes e casas se instalam ao longe. Porém, tudo perde a cor. Perdem lentamente todos os seus tons, tornando-se sombrias, escuras. Apenas silhuetas, que realçam então o alaranjamento.
O vento bate, mas não se sente frio. Há foco nos raios, que fazem esquecer de viver, enquanto, forçados pelo vento, os matos compridos se debruçam.
É apenas uma paisagem bonita.

Clara Isabel 8ªA nº 8

Um comentário:

  1. Seu texto está muito bom ! Sua linguagem mais subjetiva e poética dá vida a imagem,e traz sensações ao leitor. Porém é meio difícil visualizar a cena. Você poderia descrever um pouco mais o ambiente.
    Micaela Charlone nº28
    8ªA

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