sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O nascer do sol


Sob meus olhos se estende uma aquarela real. O sol é uma gama de cores quentes e nasce refletindo seu calor pelas águas marrom-esverdeadas da baía Siá Mariana, no diverso Pantanal. O céu ainda está escuro, mas aos poucos clareia com o nascer do dia. As inúmeras aves, em predominância as garças, disputam agora também e voam enlouquecidamente à procura de alimento.
O vento é suave e passa refrescando o clima quente que nos faz transpirar. A sensação que esta beleza cênica transmite me paralisa e, olhando ao redor, percebo que todos estão imóveis também, hipnotizados pelo brilho do sol e impressionados com a incrível diversidade da natureza que nos envolve, nunca vista antes por nós, escravos da poluição.
Contemplando um pouco mais, identifico a cor vermelha que circunda as águas. Reconheço os cardumes de peixe: o barco se aproxima e faz movimentá-los. Vejo que as árvores em volta da Baía sustentam em seus galhos aves das mais variadas cores e espécies, que cantam em harmonia. A melodia de suas canções é o único ruído que se ouve. Porém, ela se perde com o vento do barco dando meia-volta.


Luiza Guimarães nº22 8ª série A

4 comentários:

  1. O texto está muito bom, e dá para imaginar perfeitamente a paisagem. Você usa as cores para descrever o sol, o que dá um efeito muito legal.

    Erica Matulis

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  2. Luiza, seu texto nos permite visualizar muito bem a cena descrita, porém acho que poderia ter um pouco mais de subjetividade. Fora isso, está muito bom.

    Sofia Barbará

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  3. Luiza Guimarães a partir de seu texto pude visualizar perfeitamente a paisagem por você descrita. O lugar parecer ser muito lindo pricipalmente com as aves, garças no céu.

    Victoria Tsubake.

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