sexta-feira, 2 de outubro de 2009

O nascer do sol

O vento frio do fim de madrugada nos desperta e, sentados no barco, avançamos lentamente pelo rio. Só se ouve o leve barulho que os animais fazem ao, como nós, se despertarem. Ao longe, o sol desponta do horizonte e, aos poucos, tinge o céu de tons cada vez mais claros. O acontecimento rotineiro, que se repete todos os dias, é previsível e conhecido por todos, mas ainda assim apresenta uma beleza singular.
Estamos cercados apenas pela água calma do rio, onde vemos refletidos os tons alaranjados com que o sol pinta o céu, que há poucos instantes era um manto negro iluminado apenas pelos minúsculos pontos que eram as estrelas. Às margens distantes do rio há um conjunto exuberante de árvores cobertas por folhas verdes que completam a paisagem.
A brisa parece soprar vida, e a beleza de tudo o que vemos nos toca profundamente. A presença da natureza me faz sentir completa e em paz comigo mesma, como se fosse parte de mim.

Marina Peres
nº19 – 8ª E

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