quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Nascer do Dia

Hoje acordamos junto com os pássaros. O céu ainda estava escuro e a pousada ainda dormia. Quanto mais perto eu chegava do refeitório, mais colegas e professores eu conseguia identificar.
Depois de olhar para o céu e ver uma paisagem impossível de ser vista em São Paulo, consegui identificar constelações, satélites, planetas e estrelas cadentes. Eu nunca tinha parado tanto tempo para observar o céu. E eu descobri uma grande beleza.
Todos os alunos sonolentos entraram nos barcos de madeira que estavam perto do píer. Tentamos ver jacarés, mas não vimos nada. O ronco do motor ligado era o único barulho que podíamos ouvir. Nós fomos levados, cada vez mais rápido, pela correnteza até o meio da Baía Siá Mariana, onde paramos. Em poucos instantes o que era um céu escuro, virou um céu de tantas cores vivas como podemos ver em um quadro. E cada vez que olhávamos para ele, uma nova mistura de cores aparecia, e a paisagem mudava. Vimos o sol entrando neste cenário e a lua e estrelas se despedindo.
Na volta, já podíamos ver bichos à procura de seu alimento; quando nos aproximamos de um grupo de garças brancas, pudemos ver filhotes. Em um instante todas as garças voaram, e o céu, por um minuto, era branco.
Quando saímos do barco, olhei para trás, e vi a mais bela paisagem: o céu colorido, o sol alaranjado com seu reflexo na água, a madeira do píer e dos barcos brilhavam e as aves voando. Era tudo muito bonito e diferente!

Victoria Azevedo

2 comentários:

  1. Texto muuuito bom, parabéns! Bom trabalho, excelente

    Julia Mahfuz e Renatinha

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  2. Victoria, o seu texto está muito bom, descreve muito bem a natureza e nos faz imaginar como a paisagem estava naquele momento.
    Renata Melo

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