quinta-feira, 1 de outubro de 2009















A distância do horizonte


No mirante do centro Geodésico me senti curiosa. No fundo, as montanhas imponentes faziam a imensidão da paisagem. O céu estava laranja, como só nos dias de outono, e isso me fez refletir sobre os dias que terminam e nunca voltam. No fundo, grandes antenas de metal permaneciam imóveis e, assim, continuei no meu fio de pensamento.
Todas as árvores balançavam juntas para o mesmo lado, quase como em uma dança. O sol tornou-se tímido e começou a se esconder atrás da linha verde das montanhas, que delimitavam o grande buraco entre nós e o horizonte. A escuridão começou a tomar conta da paisagem. As pedras duras em que sentávamos esfriaram que nem a noite que avançava. O motor do ônibus que nos aguardava foi ligado, avisando a hora de partir. E, como se alguém tivesse apagado a luz, escureceu.
Nadia Delai Rodrigues Lima nº25

3 comentários:

  1. o texto está muito bom, muito comparativo e nos remete a uma reflexão profunda sobre nossas vidas. parabéns
    Mariana Bentivegna

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  2. Na, adorei seu texto! Você fez comparações muito boas, como: "como se alguem tivesse apagado a luz, escureceu". Consegui imaginar muito bem a imagem descrita. Ah, tambem gostei do desenho!

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  3. Nadia,
    seu texto esta muito legal, da para imaginar o lugar que você descreve e faz umas comparações muito boas. Parabens
    Renata

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