Deparo-me agora com cores desconhecidas. O espaço em que me encontro revela que eu estou do lado de lá. No topo, com o mundo aos meus pés, reconheço a beleza em meu cotidiano tão rara. Vejo cores naturais, tateio texturas naturais. A mata se desenrola de mim até o ponto mais baixo dessa cidade do lado de lá. Posso ver o céu e sua infinidade de cores – azul, verde, amarelo, rosa, roxo, dourado – tão perto de mim.
Parece tão difícil olhar! Meus olhos acostumados ao cinza, branco, preto e às outras cores sujas se enchem de lágrimas diante dessa imensidão exuberante de cores e sentimentos.
Mas eis que me expulsam daqui. “Não! Não solta da minha mão!” Eu quero as flores, eu quero as árvores, eu quero os bichos. “Eu sou o que vocês são!” Não sou ciumento, não sou fumaça, não sou luz ofuscando a lua.
E, de repente, a terra, as árvores e o céu se distanciam, contra todas as minhas preces. Eu agora me deparo com cores conhecidas, aquelas do motor e da fumaça.
Julia Pignalosa - nº16 - 8ª Série F
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirJulia, o seu texto está muito bom. Ele possui boas metáforas e comparações. Está bem escrito e no formato de um relato subjetivo. Só precisa adicionar a imagem. Parabéns.
ResponderExcluirLuiza Freitas e Isabel Montoro Nºs 21 e 11
Julia, eu achei o seu texto muito bom e muito criativo. Você escreve muito bem. Achei a citação da música do Los Hermanos muito boa e foi muito bem utilizada.
ResponderExcluirEu só acho que você poderia melhorar a pontuação.
Júlia Forbes 17
Julia, gostei do seu texto, você conseguiu descrever a paisagem subjetivamente e tambem descreveu seus sentimentos, otimo texto.
ResponderExcluirCadu Binattti Nº6